RIO DE JANEIRO (RJ)

Morro de Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil. Bonde amarelo. Família abordo. Emoção. O maquinista avisa a partida. Alguns vão sentados, outros vão em pé. Todos já com suas máquinas fotográficas nas mãos prontas para registrar a vista que se tem quando o bonde passa em cima dos famosos Arcos da Lapa.

Para sair, o bondinho dá uma volta ao lado da catedral carioca, uma espécie de Torre de Babel que causa muita curiosidade para conhecer seu interior. O bondinho passa por um portão apertado, que os mais experientes já sabem e sempre avisam os novatos.

Eis que começa a passar por uma ponte estreita que pela sombra se denuncia como os Arcos . A vista é bela. A emoção maior ainda. O trilho apertado leva o bonde num balanço de ninar criança. Esperança de que os arcos acabem mais que a aventura continue.

Dito e feito. Entra numa rua, para num ponto. Pessoas descem, pessoas sobem. Pulam para dentro e para fora. Os trilhos começam a dividir o espaço da rua com pedestres e carros, ônibus, caminhões. A rua começa a se verticalizar. A cada metro para cima, o passado se denunciava cada vez mais. Casas lindas com uma arquitetura muito gentil. 

A rua aos poucos vai ganhando mais presença de carros e pessoas. Bares convidativos te fazem querem descer, mas a emoção de estar num bondinho é maior. A emoção fica mais emocionante quando o bonde bate no primeiro carro. Sustos, mas conversas com a mesma decisão: “ninguém mandou o motorista parar o carro aqui”.

Vai um, dois, três… retrovisores. A emoção agora pede mais carros. A cada curva, ao se deparar com um, a cena é de filme. Parece que o mundo vai acabar e que os motoristas têm que tirar seus carros de lá o mais rápido possível. Sobem na calçada. Entram em quintais, ruas sem saída.

Chega a rua sem saída do bonde amarelinho. É a hora da volta, é a hora de rever os retrovisores quebrados e, quem sabe, quebrar novos. Uma aventura, para quem está dentro, fora, em cima, do lado. Para os donos dos carros que estão na frente não é tão bom assim.

Descer é querer mais. Ruas, pontos, bares, arcos e novamente estamos atrás da catedral carioca, um grande e visível cone. Felizes e com a sensação maravilhosa de ter se divertido, aventurado, conhecido um lugar maravilhoso, pagando apenas alguns centavos.