Meu caminho...‘Inventário das Vidas’

Novo palestrante

Tudo começou porque resolvi ajudar um professor. Mas, principalmente, porque queria pegar o contato de um grande jornalista. Era mais uma semana de comunicação organizada pela faculdade. Palestras e mais palestras. Uma delas com Ogg Ibrahim, da Rede Record.

Um professor me pediu ajuda para recepcioná-lo e acompanhá-lo até a sala. Aceitei. Era um primeiro contato que poderia fazer. Quem sabe entregar o currículo, ou talvez mostrar algumas qualidades como jornalista. Estava tudo certo, até chegar o dia da palestra.

Enquanto esperava, meu professor me liga e diz que um tal de Rafael estava na recepção. Era para eu subir com ele na sala da palestra para conversarmos. Passou um número de telefone para eu ligar:

- Alô?

- Rafa, beleza?

- Sim. Quem está falando?

- É o Carlos, aluno do professor Heinrich. Você já está aqui no Mackenzie?

- Sim, estou.

- Eu tô aqui na frente, onde você tá?

- Na recepção.

- Firmeza! Tô passando aí pra gente subir lá na sala. Abraço.

Desligo o celular rapidamente (para não gastar mais créditos) e olho para a recepção. Vejo apenas um senhor de terno com o celular ainda na mão. Na hora eu fiquei confuso. Quem era esse Rafael? Pelo jeito não era outro aluno, como eu tinha pensado. Me aproximo e me apresento bem mais formal do que na ligação.

Só na sala de aula, ao encontrar com o professor, entendi o mal entendido. O Rafa veio substituir o Ogg na palestra, ou seja, era o novo palestrante. Mas quem era? Rafael Gomide, diretor chefe de Jornalismo da Rede Record (em outras palavras: chefe do Ogg e de todos os outros jornalistas lá dentro).

Foi assim que fiz (e não fiz) meu primeiro contato profissional…

[Rafael Gomide]

Escritora de uma leitora só

Um doce de menina. Sábia, muito inteligente. Voz doce e amigável que encanta e traz calma. Cabelos que ora causam muita inveja e que ora são motivos para se ter inveja.

Leitora de muitos livros, de muitos autores, de várias histórias e de muitos amores. Mas, leitora única e exclusiva da escritora que ela mesma é. Escritora por parte de pai, que também escreve suas crônicas muito bem.

Um dia, adoraria ler seus livros, suas palavras… sei que desta grande mulher, só podem sair ótimos textos!!!

[Ana Luíza Malatesta Freitas]

Simplesmente o Dudu

Muito me inspirou esse garoto! Seja em alguns textos aqui no blog, ou na vida como um todo. Ele me fez sentir irmão mais velho, pai jovem, amigo sem idade e, o melhor, criança novamente.

Ora o entendia, ora não entendia, ora só eu entendia, ora ninguém entendia. Seus pensamentos e frases vão me acompanhar para o resto da vida, como “eu morri a formiga” e muitos outras.

Esse menino me fez rir, chorar, gritar, correr e amar!!! É uma pena que as crianças não são eternas. Elas crescem e, um dia, esquecem que fomos amigos, que montamos quebra-cabeças juntos e que nos divertimos muitos com os carrinhos…

[Antônio Eduardo Malatesta Freitas]

Adolescência em pessoa

Rapazinho complicado! Mas também, o conheci durante sua adolescência, naquele período difícil. Porém, uma adolescência saudável e muito divertida. Até as pseudo-lutas que travávamos eram para rir.

Surfista, rodeado de amigos e cheio de paqueras. Amante de açaí e do mar. Aventureiro e cheio de histórias. Por muito tempo foi o filho caçula de uma família maravilhosa!!! Perdeu o posto de irmão caçula, mas não o de irmão menor.

Um pouco preguiçoso, eu diria. Mas quando quer mostrar trabalho, inveja qualquer um ao seu redor. Aliás, sua capacidade de fazer amigos e se enturmar rapidamente é uma das suas grandes características, que invejam qualquer um.

Tenho certeza de que será um jovem companheiro e amigo de quem estiver ao seu lado, pois, apesar dos pesares, é um amigo, um irmão, um grande camarada.

[Luís Manoel Malatesta Freitas]

sorgoS

Só tenho a agradecer os sogros que outrora tive. Quantos momentos felizes! Quantos momentos tensos! Quantos momentos juntos. Cada segundo era sinônimo de aprendizado. A principal lição? Como construir uma família tão maravilhosa, com filhos tão adoráveis e saudáveis.

Ela, uma estudiosa. Sempre quando conversávamos, transmitia uma sabedoria imensa, uma vontade de aprender sempre mais e uma calma impressionante. Como era bom trocar ideias com ela.

Ele, um verdadeiro contador de histórias, do tipo que perde a amizade mas não perde a piada. Por isso, sempre trouxe muitos sorrisos. Mas, na hora certa, sabia ser imperador e governar seus 4 filhos.

Os dois juntos, uma união incrível. Uma paixão visível. Tenho este casal como modelo. Eles me mostraram que sogros podem ser totalmente o contrário do que eu sempre imaginei, pois eram mais que isso, eram meus amigos.

[Maria do Socorro Malatesta]
[Pádua Freitas]

Uma história de vida

Mesmo se ele não gosta da comparação com Jaspion, tenho que adimitir que também é um herói. Um verdadeiro herói que ganhou da vida. Desencontros familiares e um reencontro de cinema. Sorte na vida e/ou azar no amor, de uma única menina. Mas não foi azar, foi o destino.

Geneticamente é um artista plástico. Modernizando-se, virou designer e agora tenta a vida em São Paulo. Sorte e amigos, tenho certeza que não vai ser problema. Talento tem. Força tem. Vontade de crescer tem desde pequeno.

Desde pequeno tem a vida como seu principal professor. Sua escola é o mundo. Para mim, essa é a melhor escola de todos. A única que realmente reprova e exige mudanças quando necessário.

Eu quero estar na formatura desse rapaz.

[Jasper Oliveira Simas]

Modelo do Provador

Diretamente de Recife ele veio. Ele e outros tantos. Todos divertidos. Talvez ele um pouco mais, por ser polêmico, autêntico e amante da vida. Sábio aproveitador da vida e das pessoas ao seu redor. Profundo, mas sempre engraçado. Pessoa com muita facilidade para arrumar amigos. Exemplo:

No Shopping Center 3, na Avenida Paulista (para ele, a Times Square). Ele e dois amigos para escolher uma camiseta. Um atendente pluma. Uma mulher comprando uma camiseta para seu noivo. Os circo estava completo, então começou a palhaçada. Numa dúvida sobre a beleza da camiseta, a menina entrou no meio da conversa e logo pediu para Robinho, o pernambucano, experimentar as camisetas para ela ter uma ideia de como ficaria no noivo. Robinho topa.

Experimenta uma. A mulher pede mais uma e mais uma. Faz ele girar, passa a mão, alisa, puxa, empurra. Pede mais uma e mais uma. Todos sempre rindo muito. Os amigos, eu e Victor (Juíz de Fora – MG), rindo mais ainda e tirando várias fotos. A cena era incrível, surreal.

Logo então, tive uma ótima ideia: comprar um vestido para minha namorada. Alguém para provar já tinha. Iria saber se o vestido ficaria legal e se combinaria com ela. A ideia só foi boa para provocar mais risos. No final, ao trocar a roupa fora do vestiário, o vendedor se pronunciou contra, mas não o impediu, só ficou observando. Era pluma mesmo.

Bom, de tudo, além da situação mais que engraçada, pude ter certeza de que, se ele se mudasse para São Paulo, teria um emprego, modelo de provador. Para os amigos, seria um humorista e um verdadeiro amigo.

Ele é gen, amigo, pastor, colega e muitas outras coisas… uma caixinha de surpresas. Surpresas boas, divertidas.

[Robson Vieira]

O casal do mar

Era sua segunda lua de mel,
não porque casaram novamente,
mas porque se amavam eternamente.

Um casal unido, sempre juntos.
Na mesma igreja tudo começou;
na mesma faculdade (em cursos diferentes)
o destino os colocou para estudar e
ganhar a viagem de cruzeiro.

Um casal divertido.
Um casal amigo.

[Hellen Cristina Barbosa de Almeida]
[Robson de Almeida da Silva]

As amigas do mar

Uma foi a sortuda e a outra a premiada.
Uma era a vencedora.
A outra sua acompanhante.

A primeira.
Pessoa simples, mas apaixonada pela vida.
A segunda.
Pessoa alegre, curiosa que adora coisas novas.

Célia sempre saída da rodinha
para fumar seu inseparável cigarro.
Mônica sempre queria todos juntos
para se divertir com seu grupo.

Onde há fumaça, há Célia.
Onde há alegria, há Mônica.

[Célia Marcolino Correa Maio Silva]
[Mônica da Silva de Melo dos Santos]

Bom dia!

Das religiões,
da curiosidade,
dos problemas e afastamentos,
nasceu ele. Formou-se!

Diretor de sua própria vida,
ensaiando seus personagens,
suas ações fora de sua vida.

Do humor do BOM DIA,
alegria que contagia.

BOM DIA a qualquer hora,
toda hora, mesmo para ir embora.
Cidade a fora, longe mora.

Jovem, pai de família.
Sem filhos. Pai de pais.

Um lutador.

[Tiago Feitosa]