Meu caminho...‘Não-Ficção’

Caneca vazia

Hoje reparei um hábito muito estranho que eu tenho, mas saudável. A arte de beber água, ou de esquecer coisas. Como um ser ambientalmente correto, evito o uso de copos plásticos no trabalho. Por isso, uso minha caneca herdada no meu primeiro estágio.

Então, levanto, saio da sala, vou pegar água pra deixar na minha mesa. Chego no bebedouro, encho a caneca, bebo. Encho de novo e bebo a segunda caneca. Satisfeito, encho mais uma caneca pra levar para sala. No caminho de volta, esqueço a finalidade daquela água e bebo.

Tenho que voltar para encher. Chego no bebedouro e, como de costume, bebo duas canecadas de uma vez e a terceira pego para levar para a sala. Mas, novamente, bebo no caminho. Totalizando seis canecas de água, sento na minha estação de trabalho com a caneca vazia.

Floripa outra vez

Olha eu aqui de novo, desta vez tentando uma oportunidade para me efetivar na cidade que outrora tinha me apaixonado. Tudo muito rápido! Tão rápido que nem consegui me assustar, ter sentimentos sobre tudo o que está acontecendo.

Floripa, meu amor, sabe que eu te amo. Mas agora, aqui sobre os seus pés lavados pela chuva, depois de ficar um dia todo parado, consegui refletir sobre o nosso amor. E percebi que ele num pode ser maior do que a minha vontade de ser feliz!

Por isso, digo: ainda não sei onde vou escolher morar, só sei que vou escolher ser feliz no lugar que eu escolher. Mas quero que saiba, sempre estará no meu coração…

Momento Homer

Um antigo caso de amor!!! Adoro suas trapalhadas… afinal de contas, acho que todo mundo, sóbrio ou não, já teve um momento Homer. O meu, foi na Espanha, em janeiro de 2006.

Durante a escala do meu voo para a Itália, fiquei num hotel em Madri. Pela primeira vez estava numa temperatura abaixo de zero. Como amante do frio, estava super contente. Até que um aquecedor estragou tudo!

Indignado com o calor no meu quarto, sem pensar, desliguei o aquecedor. Aí vejo um aviso ao lado do interruptor. Como estava em espanhol, decidi gastar meus neurônios e comecei aler: Atención! No apague el aire acondicionado.

Na mesma hora, liguei o aparelho, chateado, pois queria frio. Enfim, como não podia fazer nada, resolvi continuar gastando meu espanhol na leitura: Si ha tenido que apagar el aire acondicionado, no vuelva a conectar inmediatamente. Tarde demais!

Por sorte, nada deu errado, pelo menos, não durante a minha estada naquele quarto…
:-p

Tônico véio bagaço

Neste dia 10 de junho de 2013, meu querido avô Antônio Pintar, mais conhecido como Seu Tônico do mel, completou 80 anos.

São oito décadas de muita aprendizagem e ensino. Apesar de não ter estudo, é um grande professor na arte de viver, criar uma família, ter hábitos saudáveis e religiosos… um verdadeiro cristão!

Mais do que um falador, um verdadeiro contador de histórias e sarrista, do tipo que perde amizades, mas nunca uma boa piada.

Sabe ser bravo quando deve, mas é de uma delicadeza e sensibilidade com a natureza e as estrelas, as quais admira todos os dias.

Parabéns, vô!!!

Ordem do dia

Quando eu acordo, a confusão é grande! Fico perdido entre o mundo do imaginário e a dura realidade, que faz meu olho queimar, arder em chamas, como se um religioso tivesse jogado água benta nele afim de acabar com a perdição que é poder sonhar.

Dói o olho, a cabeça. Mas basta eu fechar os olhos que tudo isso evapora, como se eu pudesse controlar meu corpo numa chave on/off.

Mas o pior está por vir. No meio desta insanidade, toca o telefone. Troco palavras que num lembro com num sei quem que ligou. Ás vezes até lembro de algo, porém, fragmentos que num fazem sentido. O que será que eu prometi? Será que falei algo que não deveria?

A melhor parte é quando a outra pessoa percebe sua embriaguez matinal e te dá uma ordem: volte a dormir! E eu, como se fosse o mais obediente dos fiéis, acato sem reclamar e… ZzZzZzZzZz…

Onzimos, 17º dia

Não tão animados como nas outras manhãs que madrugávamos para os passeis, acordamos e fomos curtir as últimas horas de Amsterdam. Alguns foram nas lojas, outros na feira… Eu fiquei dormindo! Minha noite tinha sido muito intensa.

Quando acordei, não encontrei ninguém no hotel. Esqueceram de mim??? Como era quase 13h, fui comer no Burger King. Entro, peço o lanche e sento no andar de cima. Mal começo a comer meu lanche, começo a escutar brasileiros no andar de baixo. Quando vou ver, pois parecia um grupo volumoso, encontro os Onzimos! Mundo pequeno…

Depois, vou na feira com as tias… Ganho uma linda camisa de Amsterdam das gêmeas e pegamos os táxis (três peruas) até o aeroporto. Depois de ficar um tempão tentando emitir os bilhetes, passar horas em uma fila desnecessária, onde a mulher queria cobrar excesso de bagagem, vamos para a alfândega…

Porém, as malas de mão da maioria travaram na inspeção. O grupo se separou. A polícia local pediu para alguns ficarem ali e esperarem. Eu, fiquei por último e fui pego. Tive que esperar. Comigo, Sueli e Idemar.

O tempo passava e nada de liberarem nossas bagagens. Faltando apenas 5 minutos para a partida, eliminados os cremes e desodorantes que barraram as malas, começamos a correr até o portão de embarque, onde Elídia nos esperava e Néia estava chorando. Não tinha mais ninguém, só faltavam os três para embarcar…

No voo, assim como na ida, sentamos separados. Eu fui do lado de uma simpática jovem. Mas, passamos a maior parte do tempo conversando no fundo (eu, gêmeas, Roald e outros que não queriam se sentar).

A comida não estava tão boa quanto na ida, mas tive a sorte de sentar do lado de duas senhoras que não estavam com fome e me deram tudo, a viagem inteira! Ou seja, comi todas as refeições três vezes. Em troca, tive que ensiná-las a usarem o computador de bordo para jogarem paciência. Não é por nada não, mas haja paciência para jogar esse jogo por 12 horas!

Desembarque no Brasil. Lógico que não podia faltar uma parada (longa) no freeshop! Eu fui o escolhido para passar pelo controle de bagagens. Mas, tudo deu certo!

De lá, cada uma das peças do Onzimos foi se desencaixando, tomando seus transportes para as suas casas, suas vidas normais. A vontade de contar tudo para amigos e familiares era maior que a saudade que estava surgindo.

Agora, só faltam as peças se reencontrarem para conversar, ver fotos, lembrar e recordar momentos de tensão, momentos felizes, monentos inesquecíveis…

Onzimos, 16º dia

Eis que, já com um olhar triste de fim da viagem, vamos para o nosso último passeio. O destino: moinhos da Holanda. Realmente, parece uma coisa besta fazer uma viagem só para ver moinhos (e no fundo é…). Mas, é encantador os campos onde eles foram instalados e toda a história por trás destes gigantescos maquinários que possuíam funções extremamente importantes para o desenvolvimento do país.

Moinhos! Na cidade (região) que nós fomos, existiam apenas 14 moinhos, mas antes eram centenas. Visitamos uma fábrica de queijo, com toda a explicação de como são feitos. No final, uma degustação! Muito bom…

Dos moinhos, fomos para uma fábrica de sapatos de madeira. Isso mesmo, madeira! São tradicionais entre os camponeses da região, pois protege do barro, do frio e da umidade. São tão culturais esses calçados que até para pedir em casamento existe um especial, além do próprio para ladrões.

Aprendemos como são feitos e pudemos conhecer os vários modelos e estilos. Porém, o que mais chamou atenção na loja/fábrica foi a atendente. Ela era loira, linda, perfeita! Um sorriso, uma voz, um tudo…

Para voltar, fizemos um passeio congelante de barco! Estava frio, mas não mais do que na nossa próxima e última atração em Amsterdam: o Ice Bar.

Muito bem agasalhados, com luvas e capas de lã, entramos no bar mais frio do mundo. Ele, que é minúsculo, é todo feito de gelo! Mesmo com toda nossa proteção, que nos impedia até mesmo de danças e segurar os copos de gelo a vontade, estávamos tremendo.

Esta foi literalmente uma Cold Experience. Mas, foi para fechar a viagem com chave de ouro. Começamos com insolação na Itália e terminamos congelando na Holanda!

Voltamos para o hotel. Arrumar as malas para a viagem de volta… Porém, eu com as gêmeas, ainda aproveitamos para curtir o Hard Rock Café Amsterdam.

Onzimos, 15º dia

Welcome to Belgium! Cedinho, pegamos o ônibus para Bruges, na Bélgica. Uma viagem curta, porém, com um guia muito chato e que ficou falando do início ao fim! Isso, enquanto todos queriam dormir. Além disso, seu inglês era péssimo de se entender, seu espanhol, pior ainda.

Passar pelas cidadezinhas da Bélgica era encantador. Era como nos filmes, ou melhor, como nos sonhos acordados que temos de vez em quando imaginando a casa ideal, o local ideal, com os carros ideais na garagem. Perfeito! A vontade era de largar tudo e se mudar para lá. Viver uma vida calma, em meio a natureza.

Quando chegamos em Bruges, que encanto de cidade. Nas ruas, carroças e carruagens compunham o cenário medieval. Os canais lembravam Veneza e também Amsterdam.

Almoço rápido no Subway e lojinhas. Eu, como sempre, fiquei do lado de fora esperando os compradores, segurando suas compras anteriores.

Na volta, o guia falou menos.

Onzimos, 14º dia

Na parte da manhã fomos pegar o city tour. Como Amsterdam não é assim uma cidade tão grande, pelo menos a parte turística, terminamos cedo e fomos fazer o passeio de barco pelos canais. Aliás, ter canais na capital holandesa foi uma grande surpresa para o grupo.

Depois, um almoço num restaurante argentino. Carne! Arroz! O grupo agradecia cada vez que via esses alimentos. Depois, a Sueli e o Idemar foram de bike taxi. Os demais, fomos ao Museu de Cera.

Eram perfeitas as estátuas. Pareciam reais. Muito reais. Se uma pessoa ficasse parada por alguns segundos, os visitantes começavam a tirar fotos. Tudo o que não se mexia era estátua. Sem falar as inúmeras vezes que você via pessoas falando com as estátuas pensando que eram pessoas de verdade.

Depois das estátuas de cera, o grupo se dividiu. Eu e o Roald fomos para o Dangeous. Uma espécie de museu da tortura. Porém, com atores e simulações. Muito bom! Meio infantil, mas como tínhamos comprado o ingresso errado, valeu a pena! Foi bom para treinar nosso inglês…

De volta para o hotel. Eu, porém, aproveitei um pouco mais nas ruas de Amsterdam…

Onzimos, 13º dia

Não tão cedo, nos aventuramos no metrô com nossas malas até a estação Gare Du Nord para pegar o trem para Amsterdam. Desta vez, sem surpresas, como atrasos, rodinhas presas nos alarmes de emergência etc. Ou melhor, sem surpresas durante a partida, porque na próxima parada, tudo mudou.

Normalmente, as paradas são rápidas, mas, aquela estava demorando. Eis que Elídia vai ao banheiro e, sem querer, descobre que nossas malas estavam travando a porta do trem. Logo… aquele era o segundo trem na Europa que os Onzimos parava.

Os homens, que organizaram as malas na frente da porta, foram lá consertar a confusão que tinham causado, impedindo o embarque e desembarque de passageiros. Porém, eu precisei de apenas uma rodinha para parar um trem gigantesco. O resto do grupo precisou de oito malas. Um dia eles chegam lá!

Chegamos em Amsterdam e fomos para o hotel IBIS. Duas vans de 12 lugares foram suficientes (apertadas, mas suficientes) para os 11 e suas malas.

Arrumamo-nos no hotel e fomos para a noite. Paramos para comer num árabe. Onde pedíamos a comida pela foto. Já que as letras do cardápio não faziam nenhum sentido para nós. Depois de muito sofrimento, um cliente (o único que estava no restaurante naquela hora), anuncia que fala português. Ele nos auxiliou, tirou fotos e deu muitas risadas daquele grupo desengonçado.

De barriga cheia, fomos para o tão falado Red Light District. Mulheres na vitrine! Show de bola… Algo inimaginável. Muita mulher bonita, muito neon, muitos homens babando, muitas mulheres com ciúmes e muitos turistas nas ruas…

Ainda no bairro da luz vermelha, visitamos o Museu Erótico… muito fraco! Depois de umas cervejas num BullDog (bar típico), fomos para o hotel, dormir…